O psicólogo Carl R. Rogers traz em seu livro “Novas Formas de Amor” reflexões para relacionamentos. O que nos leva a um retorno ao nosso íntimo, não obstante secreto até para nós mesmos. Por vezes, esse desconhecimento de si aliado a presença alheia do outro, culmina desfechos dolorosos no casamento, na família. A família ainda hoje, em certa medida, forçosamente pela cultura ou pela religião dentre outros fatores é a célula mater da sociedade. Por assim ser condiciona muitas ações, reprime e anula o ser pleno.
Pude constatar em depoimentos de casais no livro e no ciclo de amigos, ainda que estejam muito separados na linha do tempo, a necessidade da comunicação nas relações bem como do descobrimento de si. Ou seja, o processo começa no indivíduo para expandir-se para a relação posteriormente. A palavra descobrimento aqui não foi utilizada em vão, pois há quem passe toda uma vida sem dar-se conta dos mistérios camuflados em si. O próprio comportamento associado as suas escolhas não são mais que reflexos do desejo de realização da família, da religião, dos amigos, isto é, da pressão exercida pela sociedade. Sem questionar se é viável ou mesmo prazeroso. Portanto, se limitam diante do vasto leque de possibilidades sem experimentar algumas delas. E dessa forma perdem a oportunidade de se conhecer.
Os relacionamentos são bons exemplos da comodidade de ser marionete social. Baseados em regras tidas como moldes, aos quais todos devem adequar-se seguindo um fluxo já existente. O resultado são divórcios, desequilíbrios de toda ordem, dramas familiares etc. Não acredito em fórmulas para acertos nessa área, contudo com autoconhecimento nos permitimos experimentar com inclinação individual e de maneira singular construir a relação sem temer comunicação e os seus resultados. Quem experimenta conhece seu próprio limite assumindo as suas responsabilidades sem precisar das “muletas”.
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